quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Você está preparado para o verão?


Quando acaba o inverno, a maioria das pessoas se preocupa em iniciar o chamado “Projeto de Verão”, que nada mais é do que uma preparação do corpo para exibir curvas delineadas nas praias e piscinas de clubes, além de uma cor invejável.

As academias têm lotação máxima. Os corredores saem ainda mais para as ruas. Em Garopaba, a praia, principalmente do Centro, fica cheia de gente buscando a melhor forma. E nos dias de sol e calor da primavera, já tem aqueles que lotam as praias em busca de um leve bronzeado.

Mas além da preocupação em manter a forma física e o bronzeado bonito, é importante que se fique atento para a alimentação. É cuidando daquilo que se ingere que o indivíduo consegue garantir que estas duas características permaneçam visíveis por mais tempo.

A primeira coisa que é preciso ficar atento, segundo a nutricionista Patrícia Paes, é no manter o equilíbrio na ingestão de líquidos. O consumo de água, principalmente, garante a eliminação de toxinas. Já os chás verdes ajudam na proteção da pele contra os raios solares, além de auxiliar no emagrecimento.

Para quem quer garantir o bronzeado por mais tempo, a nutricionista destaca que os alimentos ricos em betacaroteno, aqueles que possuem coloração alaranjada e verde escuro, são os melhores auxiliares. E aponta como exemplo a manga, cenoura, abóbora e batata doce.

E ainda para quem pretende se expor ao sol, Patrícia salienta a necessidade de se proteger do envelhecimento precoce. Por isso, os alimentos ricos em flavonoides são super recomendados, como a uva e o próprio suco da fruta e outros de coloração roxa.

- Também é bom ingerir alimentos ricos em vitamina C. Como o sol expõe a pele a um envelhecimento precoce, além do próprio envelhecimento natural, estes alimentos auxiliam tanto no bronzeado quanto na proteção – destacou a nutricionista.

E claro, os dermatologistas advertem da necessidade de utilizar protetor solar e evitar exposição ao sol entre as 10 horas e as 16 horas.

Dica de suco para ajudar no bronzeado e eliminar toxinas

01 fatia grande de melão ou melancia
½ maçã
½ pepino
½ cenoura
200 ml de água ou água de coco.

Bata tudo no liquidificador e, se necessário, utilize açúcar mascavo, evitando os brancos. Não coar.

Heloiza Abreu
Publicado na edição 265 do Jornal da Praia Garopaba.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Errar ensina a aprender

Foto: Divulgação

Quem nunca aprendeu com um erro? E como dizer que errar é prova de ignorância? Errar nada mais é que a mais humilde forma de aprender. Você faz aquilo que de alguma maneira é incorreta e aprende a fazer diferente, sempre para melhor. E aí você começa a se auto aperfeiçoar. Nada melhor do que olhar para o nosso interior e nos questionar sobre os nossos atos.

É claro, não dá para questionar a veracidade da frase “Errar é humano, mas permanecer do erro é burrice”. É possível questionar, apenas, o emprego do termo burrice por ser uma palavra muito forte para ser utilizada referente alguma pessoa, afinal, até os seres concebidos como irracionais possuem inteligência (dentro da sua realidade e, às vezes, até dos seres racionais).

As pessoas, quando erram por uma ou duas vezes, não o fazem por burrice. Ao contrário, é uma espécie de busca natural do indivíduo para aprender. E isto porque, muitas vezes, lhe falta instrução para realizar tal atividade.

Quando se erra mais que duas vezes, pode-se considerar que a pessoa tenha alguma dificuldade para aprender ou materializar o aprendizado na própria mente. Pode ser, inclusive, um bloqueio da mente. E a Psicologia deve ter outras explicações para isto também, mas não é o objetivo busca-las neste momento. Mas uma hora os olhos parecem clarear, nem que seja “anos luz” depois de errar a primeira vez e tantas outras. O importante é isto acontecer.

O mais interessante, no entanto, é a facilidade com que outros indivíduos têm de se alegrar com o erro alheio. E isto como se a perfeição tomasse conta de si. Errar, como o próprio ditado diz, é humano.

A melhor forma de corrigir uma pessoa, por sua vez, é instruindo-a, alertando-a, apresentando-a alternativas para que se possa acertar num momento posterior. É esta a ação que se espera de um ser humano. E pode até ser aceitável que haja certa alegria diante de uma situação desta, considerando que também é um erro, neste caso contra o próximo. Porém, é importante que este seja corrigido.

Surge, então, aquela outra frase tradicional: “Quem não pode ajudar, então que não atrapalhe”. Se você não pode auxiliar na correção de um erro, então o utilize para não cometer iguais. Afinal, caçoar do outro não é uma boa alternativa.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Joga a bola do mundo para frente!

Foto: Ilustração

Alguns ditados populares movem o mundo. Ou movem as pessoas, como for melhor a interpretação. Mas no dia a dia, um dos mais empregados pode ser o “Se não puder ajudar, então não atrapalhe”. É fato! Quando não se pode fazer algo de bom, que não se faça nada. Afinal são as boas ações que fazem as pessoas caminhar para frente, para o progresso.

E é muito costumeiro esbarrarmos em situações que parecem querer puxar-nos para traz. E mais costumeiro ainda é quando não coseguimos filtrar o que aquela situação tem de melhor para oferecer.

Esquece-se a condição de possuirmos dois ouvidos, que oportunizam a entrada e saída de informação. Ou seja, recebe-se tudo o que é repassado, filtra-se e aquilo que não acrescenta joga-se fora. É como a água que sai da fonte, passa por um processador e chega purificada na torneira.

A grande dificuldade está quando o indivíduo não tem discernimento suficiente para fazer esta limpeza, ou uma verdadeira faxina, nas informações que recebem. E isto não pode ser considerado um problema, apenas mais uma das tantas deficiências dos seres humanos. Esta ação pode transformar o indivíduo na tradicional “esponjinha”, aquela que absorve tudo. Tudo mesmo!

O caso a ser tratado aqui não é voltado à Psicologia. Ao contrário. Mas, sim, filtrar as informações é uma tarefa um tanto complexa. E é muito comum esbarrarmos em dúvidas, questionamentos, sobre como podemos aplicar isto ou aquilo na nossa realidade. E a absorção por completo se torna ainda mais viável.

Um detalhe, apenas: cabe somente a cada indivíduo fazer esta purificação. Cabe a cada indivíduo, principalmente, facilitar a fluidez da vida, em especial a que se tem em sociedade, no grande grupo. Apresentar boas ideias, ajudar o próximo, saber escutar e proferir palavras que acrescentem são boas dicas para favorecer o caminhar social. Podem até não ser fáceis, mas são mais energizantes, em primeiro lugar. As demais vantagens? Faça e confira!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

De Garopaba para a Itália!


Estudante do 9º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo, Claudia Matos, 21, irá morar em Milão por um ano, onde estudará com bolsa do Ciência Sem Fronteira.

Com passagem marcada para 20 de agosto deste ano, Claudia Matos, 21, viajará para a Itália em busca de novos conhecimentos e experiências de vida, para aplicar na cidade onde nasceu e foi criada, pela qual tem tanto amor, a antiga vila de pescadores, Garopaba. A aluna do 9º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo, bolsista do Prouni na Universidade do Sul de Santa Catarina, foi contemplada por mais um benefício do Governo Federal, uma bolsa de estudos do Ciência Sem Fronteira.

O sonho, que até então era quase uma utopia para Claudia, começou quando, no verão de 2013, assistiu uma propaganda do Ciência sem Fronteira na televisão para que estudantes universitários se inscrevessem no programa pela internet. 

O programa a qualificação de acadêmicos de curso superior em países estrangeiros, visando a qualificação profissional para brasileiros. E para a inscrição o aluno precisa cumprir algumas exigências, como ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio depois de 2009 e ter concluído entre 20% e 90% da graduação em universidade pública ou com algum tipo de bolsa de estudos.

Imediatamente, e em busca de novos horizontes – pois estava na fase final da faculdade, com quase 90% do curso concluído –, fez a inscrição. De início, optou por tentar a bolsa em Portugal, tendo em vista que as aulas seriam ministradas na língua local. Devido o grande número de inscritos para o mesmo país, houve um manejo de alunos para outras localidades, cada um podendo escolher alguns destinos específicos. Foi quando surgiu a alternativa para Claudia estudar na Itália.

Todo este processo, desde o período da inscrição, já dura mais de seis meses, fazendo as expectativas aumentarem ainda mais. Claudia irá passar um ano estudando na Itália, com auxílio do governo, além do direito a outra bolsa de estudos da língua local. Para isso, trancou a matrícula do 10º semestre da faculdade, além da própria formatura, em abril do próximo ano.
Claudia irá morar em Milão, onde já tem contrato de aluguel de um apartamento com outras três colegas brasileiras também beneficiadas com o Ciência Sem Fronteiras. Duas delas são de Florianópolis, uma estudante da UFSC e outra da Unisul do Centro da capital. As outras duas são de São Paulo. Todas irão se conhecer no dia 23, no Politecnico di Milano, onde irão estudar.

- Vai ser uma experiência única. Irá ampliar os meus conhecimentos, vou aprender a me virar sozinha, além de conhecer outras culturas. Eu vou criar a minha própria visão de mundo pelo que eu vou viver e não pelo que eu ouvi falar ou li. O único ponto negativo será ficar longe das pessoas que a gente gosta, mas vai ser preciso abrir mão de alguma coisa – comentou.

Investimento em Planejamento Urbano e Territorial

A área de conhecimento que Claudia irá estudar é de Planejamento Urbano e Territorial. A ideia da estudante é agregar conhecimento para aplicação no Trabalho de Conclusão de Curso que é totalmente voltado para Garopaba.

- Eu quero criar um paralelo entre o que eu vou estudar lá na Itália com a proposta do meu TCC, que visa a revitalização da orla da Praia do Centro e da Lagoa das Capivaras – destacou.

A família
Os parentes e amigos de Claudia estão na mesma ansiedade e euforia da jovem. A expectativa para a viagem iniciaram junto com a inscrição. E agora tomam corpo com a chegada da data do embarque.

- Eu não queria que ela fosse, porque vou sentir saudades. Mas eu sei que é bom para ela. Então ela tem que ir – disse a avó Cecília Patrício, que ajudou a criar Claudia.

O embarque

As passagens rumo à Itália estão marcadas para o próximo dia 20, mas Claudinha, conforme é chamado pelos amigos e família, se despede de Garopaba no dia 17, quando irá viajar para São Paulo e de lá irá embarcar para o sonho europeu.

Heloiza Abreu
Matéria publicada na edição 254 do Jornal da Praia Garopaba 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mundo unificado pela paz!



É impossível garantir, mas a impressão é que o que foi dito e o que aconteceu na Jornada Mundial da Juventude foi premeditado. As teorias criadas foram as mais variadas. Uns acreditam em destino, outros em outras crenças e alguns em nenhuma delas. Mas o que todos têm certeza é que maldade não houve. Ao contrário: tudo, tudo mesmo, visou o bem para todos.

A postura de poder supremo, tanto da razão, quanto do dinheiro e de muitas outras coisas, precisou ser desmistificada. A Igreja Católica se viu na obrigação de dar um golpe nas próprias crenças para voltar a ser detentora do espaço que possuía anteriormente na sociedade.

Durante muito tempo, e devido muitas razões, esta mesma religião perdeu crédito com a sociedade por não se atualizar a realidade que as pessoas começavam a se inserir. O mundo evoluiu. As comunidades mudaram. As crenças e culturas deram novos passos. Mas o catolicismo não acompanhou, seja por não conseguir seguir o ritmo com que a sociedade mudou, por não sentir necessidade mudar, ou por qualquer outra coisa.

Vejam que a sociedade clama por pessoas mais humildes; aceitou e respeitou a homossexualidade, bissexualidade, transsexualidade e todas as outras opções sexuais existentes; briga por justiça e pelo fim da corrupção; quer alimento e educação de qualidade; anseia por segurança e melhoria na saúde; enfim, repitamos, o mundo mudou. A vida humana se libertou dos tabus e aderiu crenças mais maleáveis, lights

Em outras palavras, o Papa Francisco aderiu àquilo que a sociedade também aderiu. O “Chico”, conforme carinhosamente vem sendo chamado, deu à Igreja a cara do povo. Porque ser Igreja é ser povo sim! A nova administração católica veio como um tsunami que lavou as crenças antigas, dando um brilho nas novas e, consequentemente, aflorando os sentimentos e sensações dos fiéis, sejam eles das mais variadas religiões.

O que as outras religiões têm a ver com isso? Tem a ver que respeitaram e de alguma maneira contribuíram para o evento, direta ou indiretamente. Alguns fiéis de outras igrejas, por exemplo, receberam os peregrinos católicos em suas casas, servindo como colaboradores, como ovelhas do bem.

A JMJ serviu como vertente para escancarar, ou introduzir no subconsciente das pessoas, que a Igreja Católica está disposta a ser mais maleável. Quis mostrar que a mulher é sim dona do seu próprio corpo e que todo mundo pode optar pela opção sexual que lhe fizer mais feliz. E, principalmente, plantou nas mentes que rótulos apenas embalam pessoas, mas o importante é a construção de um caráter sólido, carregado de bons princípios.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O dia que Garopaba se despediu de Luiz Nestor

Foto: Maurício Dapper.


O prefeito reeleito com maioria absoluta dos votos em 2012 faleceu na madrugada da última sexta-feira, 12.
A maioria dos garopabenses saiu de casa e invadiu o Salão Paroquial da Igreja Matriz na última sexta-feira, 12. O motivo que fez a cidade parar foi a morte do prefeito Luiz Carlos Luiz. E as demonstrações de solidariedade, afeto e dor, tanto pelo representante do executivo quanto pela família, foram inúmeros, inundando o dia que Garopaba nunca viu em sua história: se despedir de um prefeito em exercício.
A notícia do falecimento de Luiz Nestor espalhou-se pela cidade logo após a confirmação do óbito, antes mesmo da uma hora da madrugada. O pano preto pregado na porta do prédio da Prefeitura estampou o luto oficial de três dias decretado para a cidade.
Trabalhadores, aposentados, crianças e estudantes, familiares, amigos e aliados e adversário políticos. Uma camada heterogênea da cidade debruçou-se em lágrimas ao longo do dia, vivendo um turbilhão de sensações e emoções.
Luiz Nestor foi homenageado através de banners espalhados pelo Salão, durante o velório, com fotos de Luiz Líder, Luiz Amigo, Luiz Prefeito e Luiz Família, além de outros formatos de homenagens.
- O Luiz foi um grande servidor. Que ele possa interceder pela cidade, independente de direção – disse o Padre Alceoni Berkenbrock, ex-pároco da cidade, durante a homilia na celebração de corpo presente.
A missa aconteceu as 15h30min na Igreja Católica. Em cortejo memorável, com um número incontável de garopabenses, o corpo do Prefeito visionário foi levado ao Cemitério Público Municipal, onde foi sepultado.

Luiz Nestor família

Neto de agricultor, filho de construtor e, sobretudo, guerreiro na batalha da vida, Luiz Nestor foi mestre na arte de fazer política. Foi exemplo de quem saiu de Garopaba em busca de melhores oportunidades, aplicando todo o aprendizado na cidade que tanto amou.
Luiz Carlos Luiz nasceu no dia 14 de dezembro de 1966. Filho de Maura de Abreu Luiz e Manoel Nestor Luiz. O casal teve outros cinco filhos, além de Luiz: Carlos de Abreu Luiz, Ângela Luiz Nascimento, Maria Alice Malinoski, Dilceia de Abreu Luiz Moreira e Rosane de Abreu Luiz. Todos foram criados em Garopaba e saíram da cidade apenas para estudar.
Nestor teve apenas um filho, Luiz Carlos Luiz Júnior, fruto do seu primeiro casamento. Tempos mais tarde, firmou um relacionamento promissor com Micheline Aranha de Araújo, com quem permaneceu casado até os últimos dias de vida e apadrinhou como filha do coração a enteada Luma Araújo.

Luiz Nestor profissional e político
Empreendedor, Secretário de Turismo de Garopaba, presidente da ACIG e Diretor do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura do Governo do Estado). Foram estas as principais funções públicas que Luiz Nestor exerceu antes de ser Prefeito de Garopaba. Estudou seis semestres do curso de Engenharia Civil na Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, em Florianópolis. Depois disso, voltou a Garopaba para fundar uma empresa com a família.
Assumiu a função de presidente da Associação Empresarial e Comercial de Garopaba por dois anos. Na administração do Prefeito Ari Osvaldo Sanseverino, o “Vadinho”, foi Secretário de Turismo. E foi neste período que aflorou a vontade de querer ser Prefeito de Garopaba. Sempre filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o PMDB, Nestor enfrentou a campanha eleitoral a partir de 2000. Na primeira oportunidade, alcançou um número referente a 15% da votação. Em 2004, faltaram mil votos para que chegasse a ser eleito. Mas com persistência, em 2008 foi eleito prefeito, com mais de mil votos de diferença. E em 2012, teve mais de sete mil votos na reeleição.

A doença

Em 2009, logo que assumiu o primeiro mandato de administrador de Garopaba, Luiz Nestor se deparou com um problema de saúde. Em janeiro daquele ano foi internado na UTI do Hospital Socimed, em Tubarão, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Na época, Luiz Nestor foi submetido a uma cirurgia neurológica, onde foi retirado um pequeno segmento do córtex cerebral, que foi acometido pelo AVC. E na sequência retornou aos trabalhos frente à Prefeitura. Ao longo do primeiro mandato, lutou contra a doença.
Em 2012, ele foi diagnosticado com câncer no cérebro deixando ele afastado da Prefeitura desde o dia 03 de maio. Desde então fez diversos tratamentos. A batalha foi enfrentada com garra, numa verdadeira demonstração da vontade que tinha de viver. Logo após a vitória esplendorosa e esmagadora, com mais de sete mil votos totalizados, Luiz Nestor iniciou um tratamento forte para combater a doença. E os primeiros meses do segundo mandato se resumiram na tentativa de se fortificar para voltar a liderar a cidade.
Entre idas e vindas para o hospital, Luiz se despedia, lentamente, da cidade que tanto amou e visou progresso. Mas no dia 15 de junho retornou ao Imperial Hospital de Caridade, em Florianópolis, onde permaneceu por quase um mês. E nos primeiros minutos de 12 de julho, constatou-se o óbito.

Missa de sétimo dia

A missa de sétimo dia do Prefeito Luiz Nestor irá acontecer no próximo sábado, 20, na Igreja Católica, as 19h30min.
 
Heloiza Abreu
Reportagem especial publicada na edição 251 do Jornal da Praia Garopaba

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O poeta que se apaixonou por Garopaba


João Batista Rezende, 57, gaúcho, é autor do livro Lugar de Barcos, lançado em maio deste ano

Por trás de fios de cabelos grisalhos há um poema ou uma poesia. Seria ainda mais coerente dizer que por trás de tudo o que João Batista Rezende diz ou pensa há um poema ou uma poesia. Gaúcho, radicado em Garopaba há mais de trinta anos, o homem que chegou na cidade junto com o turismo hippie é autor do livro Lugar de Barcos, que em Guarani significa Ygarampaba, ou Garopaba.

Intercalado com textos de Fernando Pessoa e Henrique do Valle, entre outros autores renomados do Brasil e do mundo, Rezende busca retratar a realidade de sua vida e da pequena cidade, há poucos anos ainda vila de pescadores. Retrata pessoas e momentos. Fala, por exemplo, do grande pescador garopabense, Sebastião, o chamando de Mestre e demonstrando saudades do primeiro amigo feito na terra eleita para morar.

Lugar de Barcos foi lançado na 2ª Feira do Livro, realizada na cidade desde 2012. Para dar corpo ao sonho vivo do autor houve a colaboração do desenhista da cidade, Licínio, além da organização e design do historiador Fernando Bittencourt, representante do Movimento Açoriano de Resgate – MARÉ.
- Tem de tudo aí, pra fazer uma homenagem ao lugar que eu amo – descreveu João Batista Rezende, sobre o livro.

O poeta

Autodidata, ex-funcionário de rádio, TV e jornais impressos, integrante do Círculo do Livro de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, João Batista Rezende nasceu em 11 de fevereiro de 1956, na cidade de Restinga Seca, na época pertencente à cidade de Santa Maria. Aos dois anos se mudou, junto à família, para a capital gaúcha, onde viveu até os 12, quando ficou órfão de mãe. Na ocasião, foi morar em Cachoeirinha do Sul com os avós maternos e a única irmã. E o hábito da leitura surgiu ainda na infância.

- A minha televisão eram os livros. Porque naquela época ainda não existiam os aparelhos – lembrou Rezende.

Por volta dos 17 anos começou a se interessar por arte. Foi quando manteve um círculo de amizade rico em cultura. Eram quatro amigos: os gêmeos Tiaraju e Ubiratan, artistas plásticos e bonequeiros; Eduardo Vieira da Cunha, artista plástico; e o agora garopabense.



Rezende é filho de cantora e integrante de grupo de teatro religioso e neto de pianista e de professor de Xadrez. Foi, inclusive, um dos precursores do Rock’n Roll na cidade de Porto Alegre, sendo mascote da banda Tim Top’s, liderada por Gerry Marquêz, Kiko e Renato Chaves. Além disso, ajudou a fundar o grupo de teatro Ói nóis aqui traveiz, inspirado no disco Demônios da Garoa, de propriedade do diretor do grupo, Paulo Flores.

Heloiza Abreu
Matéria publicada na edição 250 do Jornal da Praia Garopaba.